Grupo defende criação de lei para limitar o barulho em Centros Históricos de Salvador e de outras cidades

 

 

Visando prevenir desastres em áreas externas, principalmente os causados pelo impacto das emissões sonoras causadas por tráfego de veículos, emissões sonoras e apresentações musicais, especialistas de cinco estados se reúnem semanalmente para criar um termo de referência sobre emissões sonoras e o impacto em áreas de edificações tombadas.

Atualmente, o Brasil não tem uma legislação específica que aborde sobre o impacto do som nas edificações, o que implica na ausência de parâmetros para o poder público regular os limites de emissões sonoras.

surreal o que se coloca de emissão de sonora aqui. É preciso passar por um longo processo de conscientização e de percepção de que a gente não pode pensar só na gente, é preciso construir uma consciência coletiva”, afirma a arquiteta Débora Barretto, idealizadora do grupo.

objetivo do coletivo é que o documento sirva de base para criar uma legislação sobre o tema, com a definição de limites de vibrações, tempo de exposição ao som e sugestões de medidas para minimizar os impactos.

previsão é que o documento seja finalizado na próxima semana. O grupo tem se reunido semanalmente desde fevereiro. A elaboração do termo de referência tem o apoio da Prefeitura de Salvador. Mas a ideia é que o documento também sirva de baliza para legislações de outras cidades com edificações históricas.

“Existe uma vida cultural, comercial, as pessoas estão aqui todos os dias. Se você enxerga o Centro Histórico apenas como um cenário para shows, você mata o entorno que é o que sustenta”, afirma Ângela Fraga, diretora-executiva da Fundação Casa de Jorge Amado.

Fonte BAHIA NOTÍCIA

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