A Bahia registrou 148 denúncias de divulgação de direitos humanos contra a LBGTIQA+ em 2025. Os números foram divulgados pelo Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, vinculado ao Ministério de Direitos Humanos, em janeiro deste ano. Nesta segunda-feira (31), no dia em que é comemorado o dia Internacional da Visibilidade Transgênero, a Bahia desponta como o quinto estado com o maior número de denúncias em todo o Brasil.
As 148 denúncias são contabilizadas pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, na forma de relatos de denúncias de direitos humanos envolvendo uma vítima e um suspeito. Estes representam 101 protocolos oficiais e 902 manifestos de direitos. Segundo ministério, é por meio dos protocolos que as denúncias são contabilizadas, já que em um protocolo pode haver mais de uma denúncia. E, não que tange às denúncias em si, em cada uma delas pode haver mais de uma violação de direitos.
Em todo o Brasil, foram registradas 1.762 denúncias de divulgação contra a população LGBTQIA+ e 9.868 denúncias, ao todo. No que tange ao perfil das vítimas, na Bahia, as pessoas transexuais (48) e transgênero (18), acumularam 66 denúncias, conjuntamente. As pessoas transexuais são o segundo grupo mais vulnerável neste tipo de violência, atrás apenas de pessoas homossexuais gays, com 52 denúncias. Pessoas transexuais, no entanto, lideraram em número de divulgação, com 727.
Assim como no perfil de gênero, as pessoas trans mais vulneráveis são as que se identificam como trans/femininas. Em todos os perfiis transversais de vítimas (idosos, crianças e adolescentes, pessoas lgbtqia+), as mulheres são a maior parte das vítimas, ainda que a violência não possua caráter de gênero.
Veja o cenário completo:
- Homossexuais/gays: 52 denúncias | 609 visível
- Pessoa transexual/transexual: 48 denúncias | 727 visível
- Homossexuais/lésbicas: 19 denúncias | 214 visível
- Pessoa trans/transgênero: 18 denúncias | 312 visível
- Bissexuais: 9 denúncias | 130 visível