Petrobras fez um aditivo contratual com a Naturgy que permitirá a redução do preço do gás natural no Estado do Rio de Janeiro. O acordo, mediado pela Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (Seenemar) e validado pela Agenersa, a agência reguladora do setor no Rio, prevê mudanças nas condições comerciais do contrato de compra e venda de gás natural e permitirá reduções tarifárias a partir de 1º de junho.
Na Região Metropolitana do Rio, atendida pela Ceg, a redução média será de 2,3% para clientes residenciais e comerciais, de 6,3% para postos de GNV e de 5,9% para indústrias. Já no interior do estado, área da Ceg Rio, os cortes serão, em média, de 2,9% para consumidores residenciais, 3,4% para o comércio, 6,4% para postos de GNV e 6,1% para o setor industrial.
aditivo — com mudanças na fórmula de reajuste — foi homologado pela Agenersa no último dia 14. Segundo o governo estadual, o objetivo é fortalecer a competitividade do gás natural e estimular a retomada do consumo de GNV no Rio de Janeiro, hoje o principal mercado do país, com cerca de 1,7 milhão de veículos convertidos e mais de 700 postos instalados. A Naturgy é a responsável por atender 43 cidades no Rio.
Em maio, a Petrobras havia anunciado reajuste de 19,2% no preço do gás canalizado vendido para as distribuidoras com base no no comportamento do dólar, do gás e do petróleo entre os meses de fevereiro e abril. O reajuste se aplica ao gás canalizado vendido pelas distribuidoras para residências, comércio, além do gás natural veicular (GNV), vendido nos postos de combustíveis. A alta não envolve o preço do gás de botijão (GLP), que conta com regras distintas de reajuste.
Seenemar destacou que o estado sofreu perda de aproximadamente 30% no consumo de GNV nos últimos anos devido à alta de custos e à concorrência com outros combustíveis.
O diretor de Regulação da Naturgy, Rafael Miranda, afirmou que o entendimento com a Petrobras busca tornar a tarifa mais acessível aos consumidores mesmo em um cenário internacional adverso.
Além do acordo envolvendo o gás natural, o governo federal e a Petrobras também vêm adotando outras medidas para reduzir custos no setor de combustíveis e aviação. Entre elas, estão iniciativas relacionadas ao parcelamento de pagamentos do querosene de aviação (QAV) feita pela Petrobras e medidas de subsídio e compensação voltadas ao diesel, em meio às pressões provocadas pela alta internacional do petróleo.
fonte o globo
