Professores da rede particular da Bahia mantêm estado de greve e anunciam paralisações
Os professores da rede particular da Bahia decidiram manter o estado de greve após assembleia realizada nesta quinta-feira (16), mas optaram por não iniciar uma paralisação por tempo indeterminado neste momento. Em vez disso, a categoria aprovou paralisações de 50 minutos nos dias 20, 22 e 24 de julho em escolas particulares do estado.
Segundo o Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), os atos ocorrerão nos turnos matutino e vespertino e envolverão docentes do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio. Para os profissionais da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I, a forma de paralisação será definida por cada escola.
Paralisações ocorrem enquanto negociação continua
Em nota enviada ao AratuON, o Sinpro-BA informou que permanece aberto às negociações com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA), mas afirmou que nenhuma das propostas apresentadas pelos representantes das escolas foi aceita pela categoria.
De acordo com o sindicato, a manutenção do estado de greve representa que os professores seguem mobilizados enquanto aguardam avanços nas negociações da campanha salarial.
Professores cobram reajuste salarial e melhores condições de trabalho
Segundo o presidente do Sinpro-BA, Allysson Mustafa, a mobilização ocorre pela falta de consenso entre os professores e o sindicato patronal. A categoria reivindica reajuste salarial e do piso, remuneração para atividades realizadas fora da sala de aula, além da melhoria das condições de trabalho.
“Temos trabalhado exaustivamente e boa parte desse trabalho é realizada sem recebimento. Estamos lutando por mais valorização e melhores condições para os professores”, afirmou Mustafa.
Categoria critica excesso de trabalho fora da jornada
O Sinpro-BA afirma que os professores enfrentam sobrecarga de trabalho devido à realização de atividades administrativas, elaboração e correção de avaliações e outras demandas sem remuneração específica. Além disso, a entidade afirma que o setor patronal discute mudanças em direitos já garantidos, como o período de recesso e a concessão de bolsas de estudo para filhos de professores.
Segundo o sindicato, durante a rodada de negociação realizada em 27 de maio, foram rejeitadas propostas como:
reajuste salarial e atualização do piso da categoria;
remuneração específica para atividades realizadas fora da jornada de trabalho;
ampliação do recesso de meio de ano para 19 dias a partir de 2026;
manutenção e ampliação das bolsas de estudo para professores e coordenadores.
O sindicato patronal também apresentou proposta de reajuste salarial de 4,11%, correspondente à variação do INPC, com pagamento previsto na folha de julho, quitada em agosto.
