Clube da Série A rejeita proposta bilionária para virar SAF; entenda
O Fluminense recusou a primeira proposta apresentada para a venda da sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e aguarda uma nova oferta para dar continuidade às negociações. O investimento inicial colocado na mesa pela Lazuli Partners foi de R$ 6,9 bilhões ao longo de dez anos, mas a diretoria tricolor entendeu que os valores ainda não atendem às expectativas do clube.
A proposta previa um aporte inicial de R$ 500 milhões, além da assunção da dívida do Fluminense, atualmente estimada em R$ 871 milhões. Apesar disso, o presidente Mattheus Montenegro afirmou que as conversas seguem em andamento para melhorar as condições do negócio.
“Ela não passou por lugar nenhum porque estamos negociando para melhorar a proposta. O objetivo é aumentar o cheque inicial de quinhentos milhões e negociar outros pontos do contrato. Assim que essa negociação terminar, vou fazer outra reunião do conselho com essa nova proposta”, afirmou.
Clube descarta venda para investidores árabes
Durante a negociação, Mattheus Montenegro também defendeu que uma eventual SAF seja conduzida por um investidor que conheça a realidade do clube e do futebol brasileiro.
“A primeira coisa é saber bem quem é o investidor. Na minha concepção, é vender para alguém que está no Brasil e que você saiba quem é. Mesmo por um valor maior, não venderia para um árabe. Porque não conhece o clube, não sabe o que a torcida almeja. Para mim, não funciona. O futebol não foi feito para dar dinheiro. Se tem alguém querendo botar dinheiro em busca de retorno, a conta não fecha”, declarou.
SAF é prioridade no Fluminense
Eleito no fim de 2025, Mattheus Montenegro definiu a criação da SAF como uma das principais metas da atual gestão. Caso a Lazuli Partners apresente uma nova proposta e haja entendimento entre as partes, o projeto ainda passará pela análise do Conselho Deliberativo antes de ser submetido à votação dos sócios do clube.
Desde a criação da Lei da SAF, em 2021, mais de 100 clubes brasileiros adotaram o modelo de gestão. Na Série A do Campeonato Brasileiro, Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, Coritiba e Vasco já operam como Sociedades Anônimas do Futebol, cada um com estruturas e investidores distintos.
