Buja Revisita Brown mais uma edição reafirma a versatilidade criativa de Buja Ferreira
Neste domingo (6), o Candeal, berço da Timbalada, recebeu mais um capítulo do diálogo que Buja Ferreira constrói com a obra de Carlinhos Brown, artista que reconhece como seu criador. A 4ª edição de “Buja Revisita Brown, do Candeal para o Timbau” transformou o Restaurante D’Madda, espaço comandado por Dona Madalena, matriarca da família Freitas e mãe de Carlinhos Brown, em território de memória afetiva e reverência musical.
O artista contou com a participação da banda Alakorô, com os vocalistas Carmem Pettruccy e Arthur Luz, que cantaram juntos a música “Psiu Psiu”, composição de Buja Ferreira. Buja também recebeu a presença de convidados como a influenciadora digital e empresária Mani Rego, que acompanhou de perto o encontro entre sua voz e o repertório que moldou a identidade sonora do Candeal.
Em formato intimista, sustentado por percussão e violões, Buja atravessou a discografia de Brown com o rigor de quem compreende cada canção como documento histórico e afetivo. Passaram pelo repertório “Magamalabares”, “Amor I Love You”, “Meia Lua Inteira” e “Amor Você e Eu”, ao lado de composições que se tornaram patrimônio da nação timbaleira, entre elas “Cordão de Bloco”, “Canção de Paquerar”, “Macota” e “Homenstruado”. A noite se completou com “Na Beira do Mar”, “Ginga de Balé” e “Charles Ilê”, num percurso que evidenciou a maturidade interpretativa do artista diante da obra que o formou.
O figurino da apresentação foi assinado por Luciano Santana, estilista baiano que vem acompanhando a trajetória de Buja e assina os figurinos do artista há algumas edições, traduzindo em tecido a mesma sofisticação artesanal proposta pelo show.
Sob idealização e direção artística de Fred Soares, o show contou com Marquinhos Freitas e Gabriel Sequela na percussão, Clayton Sales no violão e Nino Bessa no teclado e na direção musical. Despido do rótulo de cantor de trio elétrico, Buja ofereceu, no palco intimista do D’Madda, uma leitura artesanal e acústica da trajetória de Brown, conectando passado, presente e futuro da música afro-timbaleira baiana com a sensibilidade de quem trata a herança como matéria viva.
