POLÍTICA

Caso Master: Rui defende Wagner e critica decisão da PF

 

O ex-ministro da Casa Civil e senador eleito pela Bahia Rui Costa (PT) saiu em defesa do senador reeleito Jaques Wagner (PT) e acusou aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) de manterem ligações com o escândalo do Banco Master.

 

Em entrevista ao UOL News, Rui afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não protege aliados investigados, mesmo quando há relações pessoais antigas.

 

“É justamente por isso que o Lula não protege nem quem é amigo dele há 30 anos, como o Wagner é”, afirmou, ao ser questionado sobre as investigações contra o correligionário, que foi alvo de buscas da Polícia Federal.

 

Rui Costa ainda criticou a decisão judicial que autorizou buscas contra Wagner, mas não contra ACM Neto (União Brasil). Segundo ele, havia elementos para investigar também o adversário político do PT na Bahia.

 

“Mesmo tendo todos esses elementos, o juiz responsável fez uma escolha. Escolheu só fazer a busca no Wagner e não fez no ACM Neto. Segundo ele, para não interferir nas eleições da Bahia”, disse.

 

O ex-ministro da Casa Civil também acusou o grupo de Flávio Bolsonaro de manter ligações com o Banco Master. O petista afirmou que Daniel Vorcaro usava dinheiro e festas para se aproximar de políticos e integrantes do Judiciário.

 

“Basta olhar todos que estão ao redor do Flávio Bolsonaro, todos eles com envolvimento com o Banco Master. E não só do ponto de vista financeiro, do ponto de vista também das suas orgias, das suas festas que ele fazia”, diz Rui Costa.

 

“Basta olhar os estados que botaram suas previdências dentro do Banco Master. Não foi nenhum dos que apoiam o presidente Lula. São todos que apoiam o Flávio Bolsonaro”, acrescentou.

 

Rui Costa nega relação com Master

Questionado sobre a privatização da Cesta do Povo, Rui Costa negou irregularidades na operação realizada durante seu governo. A venda, conduzida em 2018, incluiu o cartão de benefícios Credcesta, que posteriormente passou a integrar os negócios de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. O cartão tornou-se tornou-se uma das principais operações de crédito consignado ligadas ao Banco Master.

 

Segundo Rui Costa, a rede de supermercados acumulava prejuízos superiores a R$ 200 milhões e foi vendida a um grupo espanhol após duas tentativas de leilão. O cartão de compras utilizado por servidores públicos foi incluído na negociação para tornar o negócio mais atrativo.

 

“O Banco Master nem existia, Fabíola, e, portanto, não há que se falar de relação com o Banco Master, porque ele nem existia.”

 

Rui Costa também responsabilizou o governo Jair Bolsonaro pela autorização para que Daniel Vorcaro assumisse o controle de um banco. Segundo ele, o Banco Central negou a operação em maio de 2019, mas a autorizou em outubro do mesmo ano, após mudanças na diretoria.

 

“Então, quem criou e autorizou Vorcaro a ser dono de banco foi o governo Bolsonaro e a sua diretoria do Banco Central. Portanto, anos depois da venda da Cesta do Povo”, afirmou.

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